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1 [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qua Dez 24, 2014 2:56 am

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Drizzy
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Título sujeito a alterações. Visto que o Male estava ansioso pela fic, aqui vai. Não sei do que aqui vai sair but k.

Chapter 1

Spoiler:
- Chegamos. – Uma suave e feminina voz acorda Jet, um rapaz de dezasseis anos que se mudara da região de Kalos para a sua nova habitação em Kanto, na cidade de Viridian para ser mais apropriado. De forma desleixada, Jet retira o chapéu que tinha a cobrir a sua face enquanto dormia e olha para a esquerda, em direção à sua mãe que lhe encarara com um sorriso na face. O rapaz boceja e não presta muita atenção. Era normal, o relógio no carro apontavam para as sete horas nesta manhã de Sábado. Todavia, não demora muito para ajeitar a sua postura e abrir a porta, deslocando-se para o exterior.

- Sableye? – Uma pequena criatura roxa salta para cima da cabeça do jovem. Era um pequeno Pokémon com dois cristais que funcionavam como olhos e uma aparência sinistra, um Sableye – Estás com energia hoje de manhã, não é costume.

- Ele esteve a pé a viagem toda, parece que não poderia esperar até chegarmos a Kanto. – Jet não respondeu, parecia fazer sentido com a personalidade do seu companheiro. O pequeno Sableye sempre se demonstrara curioso.

Parando um segundo para observar a sua nova casa, Jet não se encontrava surpreendido, era parecida com a sua antiga casa em Kalos. Colocou o boné na cabeça e pegou nalgumas malas que se encontravam dentro do carro. Parece que a maioria já tinha sido trazida anteriormente pelos Machokes auxiliares de mudança, o que lhe facilitara o trabalho a si e à sua mãe. Contudo, Jet não parou para observar melhor  a sua nova casa. O rapaz de espetado cabelo negro aproveitou logo a oportunidade para poder explorar a cidade onde agora habitara.

- Eu volto mais tarde, xau mãe. – Despediu-se da sua mãe enquanto pegava na sua bicicleta que estava já perfeitamente colocada na garagem da sua nova habitação e parte. A sua mãe não estranhou, já se tinha habituado ao filho com espírito aventureiro que tinha.

Com o seu pequeno companheiro ao ombro, Jet avança em direção ao centro. Pelo caminho, nota uma grande quantidade de vegetação ao lado dos caminhos delimitados, não parecia ser uma cidade muito avançada tecnologicamente. Sableye olhava incessantemente em seu redor, avaliando a sua nova casa. Passados uns bons dez minutos a pedalar, Jet chegou ao centro. De imediato, o que mais lhe chama à atenção é o ginásio que se encontrava no meio de tudo. Não era muito vistoso nem apelativo, mas era o que Jet tinha mais interesse.

Deixou a sua bicicleta no exterior e entrou. Foi apanhado imediatamente por surpresa, não pelo próprio ginásio, mas sim porque um rapaz, que parecia ter a mesma idade que si, passou por ele a correr enquanto segurava um Pikachu nos braços. No entanto, não prestou muita atenção e segue em frente, até pisar um objecto estranho, vermelho. Pegou nele e observou-o com alguma atenção. Concluiu que teria que pertencer ao treinador que acabara de passar.

Ao abri-lo, o objecto fez um estranho ruído e de seguida declarou: “Sableye, o Pokémon Escuridão. Vive na escuridão das cavernas. Com as suas grandes garras, cava o solo em procura de minerais para a sua alimentação”. O Pokémon de Jet faz um gesto com a cabeça, expressando confusão e, ao mesmo tempo, curiosidade.

- Ah, eu sei o que é isto, um Pokédex. Já tinha visto um destes na televisão… – Ele contempla ambas as possibilidades: ficar com ele, ou devolvê-lo – Enfim. – Conclui com toda a sinceridade que o melhor era guardá-lo e se alguma vez voltar a encontrar aquele treinador, que lhe entregava, mas não iria gastar muito tempo na sua procura. Afinal, qualquer um na mesma posição ficava com o objecto vermelho de certeza, por isso este achava que já estava a ser muito benevolente. Guardou o Pokédex no seu bolso das calças e dirigiu-se em direção ao altar onde estava o líder do ginásio.

(Não estava com esperanças de combater o ginásio hoje, mas visto que parece não haver mais participantes, não me importava.) – Olhou firmemente para o seu primeiro desafio como treinador. O líder levantou-se da sua cadeira e dirigiu-se a uma das paredes, onde parecia ter uma máquina, provavelmente onde guardava os Pokémons que utilizaria contra os desafiantes.

- Bem vindo ao ginásio de Viridian, o meu nome é Tyson. – Disse confiantemente, o homem com cabelo azul espetado e um olhar imponente – Quantos ginásios já venceste até agora?

- Huh? Bem, nenhum, este seria o meu primeiro.

- Hmph. – Tyson afastou-se da máquina e em direção a Jet – Não aceito propostas de batalha de quem ainda não tem nenhum crachá. Desculpa, mas terás que vencer um antes disto. Recomendo o de Pallet, visto que é o mais próximo daqui. – Encarou o jovem treinador com um certo olhar de desprezo e até de arrogância. Jet não tencionava continuar a conversa, virou costas e dirigiu-se para o exterior.

Entrou no centro de Pokémon da cidade e perguntou à enfermeira Joy se esta tinha visto um treinador com um Pikachu.
- Ah sim, ele disse que o Tyson era muito difícil para ele e que ia tentar vencer o ginásio de Pallet. – Eram notícias perfeitas para Jet. Tinha agora dois pretextos para iniciar a sua viagem. Passou por casa e avisou a mãe. Ela não se importou muito, sabia que este dia iria chegar mais tarde ou mais cedo. Esta estava apenas grata que não tinha chegado mais cedo. Deu-lhe permissão e Jet seguiu rumo a Pallet.

- Estás preparado, Sableye? A partir de agora vamos ter que nos concentrar ao máximo! – Há muito tempo que Jet não se encontrara tão entusiasmado. Enquanto se dirigia a Pallet, Jet olhava para o Pokédex que tinha achado e via as entradas que o seu antigo treinador tinha apontado. Charmander, Pikachu, Pidgey, entre outros Pokémons no estado básico. Nada de especial, parecia que o treinador não era muito experiente ainda.

Finalmente chegou ao local. Pallet era uma vila ainda mais básica e rudimentar que Viridian. Tinha poucas habitações e perto da costa estava lá o ginásio, juntamente com o que parecia ser um laboratório. Dirigiu-se em direção ao ginásio. Este era muito mais vistoso que o de Viridian. Rodeado de árvores e bastante próximo das docas, na sua porta tinha uma placa que dizia “Fechado”.

- Está fechado? Tsk. – Pegou na bicicleta e começou a pedalar na direção do tal laboratório. Concluiu que o treinador teria pensado no mesmo que ele e tenha visitado o laboratório. Se esse não fosse o caso, desistiria da entrega do objecto. Deixou a bicicleta à porta e entrou.

Chapter 2

Spoiler:
- Oi…? – Jet entra no laboratório, fechando a porta atrás de si, e a sua atenção é imediatamente direccionada aos dois homens que estavam à sua frente a falar, no que parecia ser uma sala de espera para visitantes. Em cima de uma mesa estava um Pikachu. Jet concluiu o mais fácil: um dos homens era o treinador do Pikachu e o provavelmente aquele que tinha perdido o Pokédex.

- Uh, isto pertence a algum de vós? – Falou, mostrando o Pokédex. Um deles virou-se, um rapaz de cabelo castanho claro bastante espetado e casaco verde. O Sableye de Jet aproveitou para interagir com o Pikachu desconhecido, saltando para cima da tal mesa do ombro do seu treinador.

- Ah. – Pegou nele e analisou-o – Sim, é este o Pokédex do Joey, velhote.

- Tens a certeza, Green?

- Sim, olha vê. – O tal Green mostrou ao homem mais velho o Pokédex. No ecrã parecia exibir umas quantas informações sobre o antigo treinador, como o nome, fotografia, altura, e outras características – Obrigado por devolveres isto. – Falou, virando a sua atenção para Jet – O meu nome é Green, sou o líder do ginásio de Pallet. Este atrás de mim é o meu avô, professor Oak, o responsável pela criação do Pokédex. Este aqui pertencia a um treinador chamado Joey.

- Jet. – Cumprimentou Green.

- Ele hoje veio-me avisar que tinha perdido o dele, por isso eu dei-lhe um novo. – Enquanto Oak falava, Sableye interagia estranhamente com o Pikachu que olhava para este com um olhar perplexo. A criatura roxa acaba por tocar na bochecha vermelha do roedor, que reage de imediato com um choque eléctrico, deixando o Sableye de Jet cair de uma forma cómica na mesa, deslizando depois para o chão – Como tal, podes ficar com este se quiseres. O Green pode tratar de alterar a informação do treinador. – Ao comando, Green afastou-se com o Pokédex na mão.

- Hey, a sério?! – Jet sentia uma variedade de emoções. Por um lado, estava feliz porque seria um instrumento bastante útil, evidenciado pelo fato que não o tinha largado desde que o tinha encontrado. Por outro lado, encontrava-se preocupado com a facilidade de adquirir um mecanismo de alta tecnologia como este.

- Sim, ahaha! Há uns anos atrás eu teria que ter cuidado com os Pokédexes que distribuía, mas agora a manufacturação é tão rápida e fácil que posso tomar a liberdade de distribuir por todos os treinadores que querem começar a sua jornada… tu és um treinador, certo? Julgando ali pelo teu Sableye. – Sableye subia ao ombro de Jet.

- Ah sim, eu pretendia desafiar o ginásio de Pallet hoje como o meu primeiro, mas estava fechado.

- Peço desculpa por isso. – Green retorna à conversação – Recebi uma mensagem da Liga Pokémon por isso tive que fechar o ginásio por hoje. Mas agora que cheguei, posso voltar a receber ofertas de batalha. Se quisermos, podemos ir lá agora.

- Sim, claro, se não te importares. – Falou Jet, enquanto pegava no seu novo, actualizado e personalizado Pokédex.

- Então vamos. – Green dirigiu-se para a saída. Jet seguia-o mas foi interrompido por Oak.

- Espera Jet. – Pegou-lhe pelo ombro – Leva isto, vão-te ajudar. – Oferece cinco pokébolas ao novo treinador.

- Pokébolas…?

- Pode parecer algo insignificante, mas como professor, é esta a minha obrigação para com novos treinadores.

- Não, obrigado. – Guardou-as e saiu do laboratório, dizendo adeus ao professor que provavelmente não veria mais durante uma grande quantidade de tempo. Seguiu Green na sua bicicleta em direção ao ginásio deste durante os próximos dez a quinze minutos.

- Disseste que este era o teu primeiro ginásio, certo? – Green abriu a porta que estava antes trancada e ambos entraram. Enquanto Jet ficou a apreciar o ginásio que é tão diferente do que parecia no exterior, Green aproximou-se de uma máquina na parede, tal como Tyson anteriormente. O ginásio era muito natural, cheio de árvores que rodeavam o básico campo de batalha castanho com as linhas brancas a delimitá-lo.

- Para que serve essa máquina? – Perguntou, com curiosidade.

- Todos os líderes de ginásios têm que ter uma equipa Pokémon preparada para os combatentes, dependendo no número de crachás que tiverem. Estas não são as nossas verdadeiras equipas e são feitas para darem ao desafiante uma maior chance de vitória. – Respondeu calmamente. Clicou num botão e de lá saiu uma só Pokébola – Preparado?

- Claro. – Olhou para o Sableye no seu ombro que acenou e saltou para o campo de batalha.

- Ótimo, COMECEMOS! – Green atira rapidamente a sua Pokébola para o campo de batalha. A bola vermelha e branca abre-se rapidamente, criando um grande feixe de luz branca que materializa uma criatura castanha, um Eevee.

- Eevee, huh? Isto é ótimo para nós, Sableye.

- Tipos de Pokémon não é tudo numa batalha. Cada Pokémon tem vários ataques que cobrem as suas fraquezas na perfeição. E isso é especialmente verdade quanto estamos a falar do tipo Normal. Eevee, Shadow Ball! – O pequeno Pokémon adorável abre a sua boca e começa a formar uma esfera negra de energia.

- Nem penses nisso, Sableye, Fake Out! – O Pokémon de Jet salta e aproxima-se a uma velocidade enorme do Pokémon de Green, ficando frente a frente com este. Eevee, surpreendido, tenta disparar o seu ataque o mais rápido possível, mas com as suas pequenas mãos, Sableye bate uma palma na cara do adversário, o que causa a Shadow Ball do Pokémon do tipo Normal explodir na cara deste. Devido ao seu tipo, Eevee não sofreu dano nenhum, mas o ataque levantou uma grande quantidade de poeira.

- Eevee, por entre o pó, Bite!

- Detect! – Sableye é um Pokémon bastante habituado à falta de visão, não iria ser um bocado de poeira que o iria impedir de localizar o seu adversário. Ele ouve o Eevee a aproximar-se e ao último segundo, desvia-se com grande rapidez, saltando para segurança.

- Oh, movimentos rápidos. Podes ser um novato mas já tens experiência em batalhas.

- Heh. – Jet sorri, um bocado convencido. Parece que o elogio de Green aumentou um bocado a sua auto-estima – O meu Sableye e eu já estamos habituados a lutar contra Pokémons selvagens… – O sorriso vai-se embora e o seu olhar torna-se mais sério. Parece recordar-se de uma memória bastante no seu passado, onde parecia que estava a chorar no meio da chuva, com o seu Sableye ao seu lado – Já estamos mais que habituados a lidar com ataques tão simples.

- Esse até pode ser o caso. Mas treinadores têm uma vantagem sobre Pokémons selvangens. Uma que estes nunca poderão copiar. – Fechou os olhos e sorriu.

- Qual…?

- Estratégia. – Abriu-os subitamente – Olha para o teu Sableye.

- Hm…? Huh? – Sableye apresentava-se num mau estado, estava a respirar com dificuldades. E parecia estar rodeado de um líquido roxo qualquer – Isto é… veneno?

- Toxic. O ataque do Eevee foi apenas uma distracção para o verdadeiro ataque.

- Kghh… Se é esse o jogo que queres jogar, Sableye, Shadow Sneak! – Green encontrava-se surpreendido. O seu oponente parecia ter a perfeita noção dos tipos que são efectivos contra o seu Eevee e aqueles que não seriam, isto não parecia uma boa jogada. O seu Sableye obedeceu sem sequer ponderar. Parecendo fundir-se com o solo, desaparece do meio da vista de todos e em meros segundos, reaparece atrás de Eevee, aparecendo sob a forma da sombra deste – Agora! WILL-O-WISP! – Uma bola de fogo atinge em cheio o Eevee. Era impossível desviar-se a tal distância. Eevee fica queimado para o resto da batalha.

Green encontrava-se surpreendido pela estratégia. Era semelhante à que tinha utilizado, fundir dois ataques num só, mas conseguiu executá-la de uma maneira que nunca outro desafiante do seu ginásio tinha feito – Boa jogada. Mas sabes que o veneno do Toxic faz mais dano consoante o tempo, certo? Se continuarmos neste impasse, o dano da queimadura continuará constante, mas o do veneno não. O teu Sableye acabará por perder mais tarde ou mais cedo. – Green colocou a verdade num prato. Eevee tentava suprimir as dores e sorria de forma convencida. Sableye rangia os dentes enquanto o veneno roxo apoderava-se cada vez mais do seu corpo.

- E-Eu sei disso… (Não sei o que fazer… Só tenho duas opções de ataque: Sucker Punch e Zen Headbutt. Se eu ficar à espera que ele faça um ataque para poder usar Sucker Punch, ele pode aproveitar e esperar que o Sableye fique sem energia… Ou seja, tenho apenas uma opção). Sableye! Zen Headbutt! – O seu Pokémon acenou e dirigiu-se a correr na direção do inimigo. Carregou a sua cabeça com energia psíquica e tenta acertar o Pokémon com o ataque.

- Contra-ataca, Shadow Ball! – Eevee carrega um Shadow Ball e dispara. Devido ao pouco tempo que tinha, o ataque não era muito poderoso. Apesar de ser o suficiente para bloquear o ataque e causar uma explosão que magoasse o Sableye, Eevee também foi empurrado para trás.

Os dois sentiam cada vez mais os efeitos da queimadura e veneno, Sableye mais que o Eevee.

- Continua, sem descanso, ZEN HEADBUTT! – Sableye ignorava ao máximo a dor e continuava a tentar atingir Eevee com outro Zen Headbutt. O Pokémon de Green via-se com bastante dificuldade para bloquear ou desviar-se dos vários Zen Headbutts que se seguiam, começando a ficar cheio de dano. Green preocupava-se já com o estado do seu Pokémon.

- Acabemos com isto, Eevee! SHADOW BALL! – Eram essas as palavras que Jet queria ouvir. O novo treinador sorri de confiança e proclama as seguintes palavras:

- SABLEYE, SUCKER PUNCH! – Sableye desaparece por completo da vista de Eevee, deixando este perplexo e bastante confuso. Aparece-lhe por cima da cabeça e acerta-lhe com um soco na cara, lançando-o para longe e imediatamente sem energia para combater – … É-É ISSO! VENCEMOS, SABLEYE! AHAAA!

Green precisou de alguns segundos para perceber a estratégia que Jet tinha utilizado. Sorriu após perceber que tinha feito um erro ao subestimar a capacidade de estratégia do seu adversário. Aproxima-se dele, deste jovem treinador bastante feliz que festejava agora a sua primeira vitória com o seu adorado Pokémon, e retira um crachá do bolso.

- Está aqui o teu crachá: o crachá do Vazio. – Entregou-lhe um crachá circular branco com uma linha negra em espiral – Parabéns. – Disse com a mais cara mais honesta que poderia criar.

- Obrigado. – E Jet faz o mesmo, mostrando ao mesmo tempo orgulho e confiança.

Chapter 3

Spoiler:
- Huff… huff… ah… – Respirava pesadamente o jovem de dezasseis anos, Jet. Atrapalhadamente corria com toda a energia que o seu corpo podia reunir. Qualquer outro rapaz na sua situação sentir-se-ia aterrorizado.  Jet, contudo, demonstrava uma expressão cheia de nada mais que raiva e repugnância. Tropeça acidentalmente mas recompõe-se com um rolamento no solo, retomando depois o seu padrão de corrida. O estreito corredor que tinha nas suas mãos a sua vida chegara a um fim, sendo a única hipótese de saída uma porta à direita. Parou e pegou na manivela, virando a sua cabeça para trás – Ainda não os perdemos? SHADOW BALL! – O Sableye no ombro disparou uma esfera de energia ao que fosse que os estivesse a seguir. Jet não teve tempo para mais demoras e entrou na sala.

Recuemos umas horas atrás. O novo treinador tinha vencido o seu primeiro ginásio, contra um ex-campeão da Liga Pokémon, apesar de tal facto lhe ser desconhecido. Após o bondoso acto de curar o Pokémon de Jet, Green faz-lhe uma pergunta óbvia:

- E agora? Vais desafiar o ginásio de Viridian a seguir?

- Claro!... Ele olhou para mim de uma forma tão me familiar… não consigo suportar a forma que ele me tratou. O líder de Viridian, Tyson, vai ser o próximo que irei desafiar. – Expressou-se de forma confiante. Contudo, Green olha para este não de forma preocupada, mas de uma forma que dava a entender que sabia algo que para Jet seria importante – Que foi?

- Eu duvido que ele esteja no ginásio.

- Huh? Porquê? É impossível ele não estar, eu acabei de vir do ginásio dele há umas horas atrás.

- Ouve. Eu fui chamado à Liga Pokémon onde me perguntaram se eu queria fazer parte da Elite 4. Um assunto desse tipo poderiam ter perguntado por e-mail, mas enfim. Eu recusei por isso de certeza que ainda devem estar à procura de outro candidato.

- E pensas que o Tyson pode ter recebido uma mensagem mal chegaste a Pallet e ter partido. – Interrompe Jet.

- Exato. O Tyson foi o melhor aluno que alguma vez tivemos em Kanto desde que a Academia de Treinadores foi construída há oito anos atrás. Claro que isso não significa que seja o melhor treinador de Kanto, como ele gosta de pensar. – Disse num tom convencido e até de meio gozo.

- Hmm...

- E afinal, se queres mesmo vingar-te do Tyson, não seria melhor depois de conseguires os outros crachás todos? Eu não me sentiria orgulhoso se vencesse o meu rival sabendo que ele não estava a lutar com tudo o que tinha. Por isso, dou-te um conselho: deixa o ginásio de Viridian para mais tarde. O ginásio mais próximo a seguir a esse é o de Cerulean, mas podes apanhar o S.S. Silph daqui a uma hora aqui no porto de Pallet que te vai levar para Fuchsia, onde também tem outro ginásio, mas vais precisar de arranjar um bilhete. A decisão é tua, eu não quero saber de qualquer forma.

Jet agradeceu e saiu do ginásio.

- Tsk… E era bem capaz de aceitar o cargo, o Tyson…. Isto não é bom. – Green murmurava para si mesmo.

Jet ponderava o que fazer. Decidiu ficar à espera no porto de Pallet que ficava a Sul do ginásio. Conheceu um simpático pescador que ajudou Jet a passar o tempo, dando-lhe uma das suas canas de pesca. Após alguns minutos a aprender com o pescador e a tentar por si próprio, finalmente algo mordeu o isco.

-Oh? – Sentia o Pokémon a puxar a cana com força – OH! – Levantou-se e começou a puxar com força na sua direção – Ghhhhhh! – Uns segundos mais tarde e um Pokémon cria um enorme salpico na água, saltando para as docas. Parecia ser um cavalo marinho azul, uma Horsea, que imediatamente atacou o Sableye de Jet que se encontrava preparado para combate. Não era muito forte contudo, porque foi imediatamente derrotada com um Shadow Claw – Boa Sableye! – Jet retirou uma das bolas que Oak lhe tinha oferecido e atira-a na direção do Pokémon. A bola transformou a Horsea num feixe de luz e capturou-a após agitar três vezes.

”Horsea, o Pokémon Dragão. É conhecido por ser capaz de acertar em alvos dezenas de metros à distância com precisas esferas de tinta da superfície da água.”

Jet encontrava-se bastante feliz com a sua captura. Tinha ganhado o seu primeiro ginásio e capturado um Pokémon. A essa mesma altura, um enorme navio branco chegava às docas. Devia ser o tal S.S. Silph que Green lhe tinha dito. Do outro lado do porto, uma enorme fila se alinhava, todos pareciam ter um bilhete, algo que Jet não tinha.

- Tsk. – Tentou reunir um plano para poder entrar no navio. Sabia que era impossível arranjar um bilhete tão tarde, por isso teria que entrar ilegalmente. Olhou à sua volta e viu uma corda. Guardou a cana na sua mochila e fez o sacrifício de deixar a sua bicicleta em Pallet, não teria outra forma de entrar no navio se tivesse que se preocupar com ela. Respirou uma grande quantidade de ar e mergulhou no mar, surpreendo o seu próprio Sableye que não fazia ideia do que o seu treinador planeava.

Por sorte, parecia ser um bom nadador. Jet foi mergulhando em direção ao navio, ocasionalmente vindo à superfície para respirar. Emergiu do outro lado do navio, o que se encontrava virado para o oceano e não para as docas. Amarrou a corda à volta do Sableye que tinha anteriormente entrado na sua bola após Jet o surpreender com o seu mergulho.

- Sobe lá cima e depois puxa-me, está bem? – Jet tentava ser o mais silencioso possível. Ainda que tinha a certeza que ninguém o conseguia ouvir, todo o cuidado era pouco. Não queria ser apanhado e impedir a sua única possibilidade de entrar no navio. O seu Sableye agarrava-se ao metal do navio com as suas afiadas garras, possibilitando-lhe a escalada. Mal chegou ao topo, olhou em seu redor a ver se encontrava guardas, parecia que nenhum estava naquela secção do barco, estavam ambos com sorte. Sorriu e atirou a corda para baixo, segurando numa ponta. Jet recebeu a outra e começou a escalar o navio com ajuda da força do Sableye. Para uma criatura tão pequena, tinha força suficiente para aguentar com o peso de Jet, apesar de se denotar uma grande quantidade de esforço nos braços e cara do Pokémon.

Conseguiram entrar. Com isso feito, a parte mais difícil estava cumprida. Bastou entrarem na porta mais próxima para se misturarem com a grande quantidade de pessoas já presente no navio. Parece que teriam que mostrar o bilhete ao entrar, por isso Jet não se precisava de preocupar mais com isso.

- Hihi, conseguimos. – Jet sorri, batendo uma palma com o seu Pokémon sinalizando um gesto de vitória. Estavam agora nos corredores do navio. Era gigante. Jet não tinha tempo para apreciar a magnitude deste anteriormente mas tem agora. Era mesmo gigante. Nunca tinha visto algo tão grande na sua vida. O seu interior era mais confuso que um labirinto. O seu tamanho maior que vários apartamentos.

O navio passado cerca de uma hora desde que atracou finalmente sai dos portos em direção a Fuchsia. As roupas de Jet estavam quase secas também, felizmente para este. Tinha encontrado um compartimento pequeno com um aquecedor que utilizara para secar a sua roupa. Devia as ter despido antes de saltar para o meio do mar, mas não se preocupou com isso na altura.

- Porque é que achas que o chefe quer roubar este navio?

- Sei lá, mas é melhor não nos atrasarmos para a reunião. – Jet ouvia vozes no exterior do compartimento em que se situava. Veste o seu casaco azul que estava a secar por cima da sua camisola negra e abre a porta lentamente. Vê dois homens bem arranjados, de fato e gravata. Quando um destes se virou para a esquerda, Jet conseguiu observar no peito um símbolo estranho, parecia um “A”.

- Eles disseram “roubar”? – Com cuidado, fechou a porta ao tentar fazer o menor volume de barulho possível e começou a seguir os dois homens. O corredor em que se encontrava estava cheio de várias curvas, por isso era fácil manter uma relativa distância sem ser apanhado. Finalmente os dois homens entraram numa sala. Jet com bastante cuidado abriu a porta uns centímetros.

Foi tratado com a vista de uma enorme sala recheada de pessoas com o mesmo fato que os dois que perseguia, também com o mesmo símbolo no peito. Jet sentia que algo não estava bem.


- Atenção. – Falou um grande homem. Contudo, todas as atenções viraram-se para o homem à sua direita. Este era o homem que estava no centro, sentado diante de uma mesa. Tinha o mesmo “A” ao peito. Cabelo azul espetado, parecia ser o chefe do grupo. Jet conseguia ver claramente de onde estava, este era um homem sem qualquer tipo de sentimentos.



- Como sabem, a equipa Abyss precisa deste navio para cumprir os seus objectivos. Mas acima de isso, precisamos do capitão deste navio, porque ele próprio é mais importante. Espalhem-se pelo navio e façam o que sabem fazer melhor: espalhar terror. Roubem qualquer possível Pokémon que encontrem pois poderão ser úteis no futuro. É tudo. Reportem quando tiverem o capitão capturado e ao nosso comando.

- Kghhh… – Jet enervava-se com as palavras do homem. Roubar Pokémon? Espalhar terror? Isso não seria algo que ele iria tolerar enquanto estivesse no navio.

- E o que devemos fazer quanto aos passageiros depois de lhes roubarmos os Pokémons, chefe Cyrus? – Perguntou um membro aleatório da tal equipa Abyss. O chefe responde calmamente e sem qualquer remorso.

- Como quiserem. A vida deles não me é preocupação.

- KGHRRR! – Isso enervou Jet ainda mais. Sabia que não tinha hipótese de ganhar se entrasse em conflito ali, por isso dá meia volta e começa a correr na direção oposta. Tencionava avisar os guardas e o capitão do navio do que se passava e pelo menos ajudá-los a preparem-se com antecedência. Todavia, mal se vira, choca contra dois homens. Olha para cima e vê o símbolo. Não perdeu tempo, não poderia chamar atenções, não poderia ser capturado.

- Confuse Ray! – O seu Pokémon nem hesitou. Lançou um raio de energia que deixou ambos os membros da equipa Abyss confusos. Isto permitiu a Jet começar a correr. Contudo, um dos membros caiu e abriu a porta com uma força enorme, chamando as atenções todas para o jovem treinador que não tinha saído do ponto de vista deles ainda.

- Huh? Um miúdo? – Várias Pokébolas foram lançadas ao ar.

- Poliwag, Water Gun! Growlithe, Flamethrower! – Estas eram apenas algumas das palavras que os agentes pronunciavam. Eles estavam mesmo dispostos a incapacitar gravemente Jet ou até mesmo matá-lo. Sableye bloqueava alguns ataques enquanto Jet se desviava de outros não sabendo como. Alguns membros foram atrás dele, mas antes que mais o seguissem, o chefe do grupo impediu-os.

- Parou. Deixem-no em paz, ele não fará grande coisa. Prossigam com o plano.
- Sim, senhor!

Ainda não os perdemos? SHADOW BALL! – O Sableye no ombro disparou uma esfera de energia aos três agentes que o seguiam. Jet não teve tempo para mais demoras e entrou na sala.

Deparou-se com uma enorme sala cheia de gente. Parecia ser a sala principal do navio. Era perfeito. Podia despistá-los lá. O Sableye retornou à Pokébola para ser mais difícil encontrarem-no e Jet misturou-se na multidão. Quando os membros do grupo Abyss entraram na sala, não conseguiram localizar o rapaz.

- Tenho que encontrar o capitão…

Chapter 4

Spoiler:
Jet movimenta-se pelo grande salão, difundindo-se cada vez mais pela grande multidão. Os três membros da equipa Abyss continuavam a persegui-lo a ver se o conseguiam distinguir da grande população. Enquanto isso, Jet olhava em seu redor e visualizava já vários membros da Abyss difundidos pela população. Deveriam estar prontos a atacar a qualquer segundo.

Jet encontrava por saídas. Encontrou uma porta do outro lado do salão. Dirigiu-se para lá com rapidez e entrou. Deparou-se com umas enormes escadas. Não fazia mal em subir. Com toda a sua força, começou a subir as escadas a uma velocidade enorme. Deparou-se novamente com mais uma porta. Abriu-a e encontrou finalmente a sala de comando. Achou que até tinha sido um bocado fácil.

- Hm? Um miúdo? Que estás aqui a fazer? – Perguntou o capitão.

- Não há tempo para demoras. Senhor, tem que me ouvir. Há um grupo que pretende roubar este navio. Não tarda estão aqui. Tem que mandar toda a gente evacuar o navio. – Disse Jet o mais apressadamente que pôde.

- Hm?... Ahahaha! Boa piada miúdo! Mas agora se não te importas, tenho que seguir com o meu traba-

- Eu faria o que o miúdo sugeriu. – Cyrus abre a porta e interrompe o capitão. Atrás de si parecia ter um Pokémon negro que se assemelhava à família canina. Era um Houndoom – Se quiser impedir as mortes desnecessárias dos membros do navio claro. Para mim é-me indiferente. Só preciso deste navio e de si, capitão.

- Kghhh. – Jet ficava furioso com a indiferença à vida humana do líder da equipa Abyss. Retira uma Pokébola do bolso e lança-a ao ar, revelando ser Sableye.

- Oh? Tencionas mesmo lutar-me aqui, miúdo?... Não seria a primeira vez que um miúdo tentaria meter-se nos meus planos mas asseguro-te que desta vez não correrá tão bem. – Pronunciou-se com uma expressão completamente fria, desprovida de qualquer tipo de sentimento.

- Qual é o teu objetivo? Porque estás a fazer isto tudo? Roubar Pokémon? Pôr vidas em causa, para quê?

- É simples. Domínio do mundo. Se ninguém tiver Pokémon para me opor, posso dominar o mundo sozinho.

- … Não. – Jet interrompeu, sentiu que algo estava errado – Não, não é isso. É algo muito mais, não é? – Cyrus face a esta pergunta não respondeu, simplesmente levantou a mão sinalizando uma ordem para o seu Pokémon atacar.

- Sableye, Detect! – Mas tarde demais. O Crunch do Houndoom atingiu o braço do Sableye em cheio. Preso às garras deste, o Pokémon canino abanou a pequena criatura com a cabeça e depois atirou-a contra a parede da sala – SABLEYE – Jet estava enormemente preocupado com o estado do seu Pokémon. Corre na sua direção e ajuda-o a levantar-se com calma. Sableye já estava esgotado após apenas um ataque. O braço que tinha sido mordido notava feridas graves. Sangrava imenso pela ferida aberta. O Pokémon roxo via-se com dificuldades para se manter em pé.

- Pregas ideias de justiça mas nem sequer tens a força para os defenderes?

- Quê?!

- Deixa-me pôr em palavras que possas compreender: és fraco. – Essas duas palavras libertaram algo dentro de Jet. Algo que não viria a notar no momento, mas sim mais tarde – Houndoom, Flamethrower.

O Pokémon de fogo responde às ordens e liberta um jato de fogo quente o suficiente para queimar metal. Atinge em cheio o Sableye de Jet que se põe propositadamente à frente do seu treinador para o defender. Contudo, a força do ataque era tanta que propulsionou ambos contra uma janela, quebrando esta e lançando ambos para o exterior do navio.
- AAAAHHHHHHHH! – Os dois caem no meio do oceano. Jet tenta proteger o seu Sableye do impacto ao pô-lo por cima de si. Ambos chocam com as ondas e sem forças para se poderem levantar sequer, mergulham até às profundezas do oceano.

- Deixa-me pôr em palavras que possas compreender: és fraco.

Onde é que eu já ouvi isso antes?
Onde?

- Perdeu outra vez! És mesmo fraco, Jet!
- Não vale, eram dois contra um…
- Fraco!
- Paiiiii! Quero outro Pokémon.
- O teu pai nunca foi um bom treinador, sabes disso. Mas sempre me orgulhei em ter conseguido esse Sableye para ti.
- Sableye… protege o meu… fi…lho.

- AHH! – Jet acorda imediatamente depois de reviver memórias que tinha bloqueado no seu cérebro de propósito. Mete a mão à cabeça e olha em seu redor. Parecia estar numa cama, nalguma espécie de hospital.

- …. Huh?! – Retira as suas duas Pokébolas e de lá saem Horsea e Sableye perfeitos de saúde. O braço de Sableye já estava quase curado, apesar de ter ficado lá com uma enorme cicatriz. Após ver que ambos os seus Pokémons estavam de bom estado, abraça-os. É interrompido pela visita à sua cama de uma senhora de cabelo cor-de-rosa.

- Ah, já acordaste.

- Onde estou?

- No centro de Pokémon de Fuchsia. Eu sou a enfermeira Joy.

- C.. Como é que vim aqui parar?... não me lembro de nada.

- Um senhor idoso com um bigode branco trouxe-te até aqui. O seu Magmar carregava-te. – Explicou Joy. Jet não se lembrara de alguma vez conhecer uma pessoa assim, mas também não pensou muito nisso. O que tinha mais em mente era o que tinha acontecido com o S.S. Silph e a equipa Abyss.

É então que vira a sua atenção para a televisão no meio da sala com inúmeras camas. Parecia ser um programa de notícias. Vendo que Jet se interessava, Joy aumentou o volume e já se podia ouvir mais claramente o que a repórter dizia.

- Esta tarde o S.S. Silph foi, com sucesso, sequestrado por uma organização criminosa que tomou a liberdade de roubar os parceiros Pokémon de todos os passageiros. Felizmente, a maior parte dos passageiros conseguiram escapar em botes com a sua vida intacta. Contudo, o número de desaparecidos e de feridos continua elevado. É desconhecido para a polícia qual o verdadeiro objetivo deste assalto, mas calcula-se que tenha sido o capitão.

- Kgghhhh…! – Jet range os dentes e agarra o lençol da cama onde repousava com imensa força. Apesar de saber que era ilógico, atribuía a culpa a si mesmo. Não sabia porquê, mas sentia que podia ter feito qualquer coisa para os travar. Qualquer outra pessoa pensaria que não haveria hipótese de os impedir, mas Jet não se conseguia libertar de tal peso com tanta facilidade. Decide acalmar-se. Visto que já era de noite, passa o resto da madrugada no centro Pokémon. No dia seguinte, iria desafiar o ginásio de Fuchsia.

Chapter of Sableye & Jet

Spoiler:
- Querido, não achas que devíamos inscrever o Jet na academia de treinadores? – Perguntou a mãe de Jet ao seu marido. O pai de Jet sempre fora um homem simples. Na sua juventude, tentou tornar-se um treinador de Pokémon mas desistiu uma semana dentro da jornada. Nunca conseguiu apanhar um Pokémon. Dedicou-se à vida comum e formou família.

- Talvez, mas é obrigatório ter um Pokémon para se começar.

- Podias sempre apanhar um. O Jet sempre se sentiu triste por ver os seus amigos com companheiros Pokémon enquanto ele não tinha ninguém.

Esta foi uma frase que ficou sempre na cabeça do homem de quarenta anos. Será que ele estaria a fazer o seu trabalho como pai bem? Essa era uma das perguntas que sempre lhe vinha à cabeça. Era notável a certa tristeza que Jet sentia por, de certa forma, ser fora do comum. Até que ponto um pai poderia tolerar tal coisa?

Certo dia, decidiu-se. Sem abrir a boca ao seu filho, aventurou-se pelas ruas de Kalos em busca de um Pokémon. Deparou-se com uma pequena floresta. Tinha gastado uma pequena fortuna em Pokébolas. Não sairia de lá sem um Pokémon para o seu filho. Contudo, a falta de experiência iria ser um fator crucial para o seu fracasso. Encontrava um Pokémon, atirava a bola, mas esta voava metros por cima do Pokémon. Encontrava outro, tentava atirar a bola, mas tropeçava e caía. Encontrava ainda outro, e se finalmente conseguisse atingi-lo com a bola, o Pokémon quebrava-a e fugia. Por entre estas tentativas todas, uma pequena criatura roxa seguia o homem rindo-se cada vez que este falhava. O pai de Jet já se vira a enervar.

Após algumas horas de sucessivas tentativas, não tinha tido ainda nenhum sucesso. Decidiu descansar durante algum bocado.

- Ah…. – Suspira enquanto deixa o seu corpo cair no solo da floresta que já sabia de cor. Era aqui onde brincava quando era mais novo. Não tinha mudado nada. Tudo na sua vida tinha, mas isto mantinha o mesmo sentimento tradicional e conferia-lhe um sentimento nostálgico inigualável.

Retirou uma pequena sanduíche da sua mochila e começou a comer. O Sableye que o vira a perseguir durante as suas aventuras aproxima-se lentamente – Hm…? Queres um bocado? – Partiu a sanduíche a meio e ofereceu metade ao pequeno Pokémon. Este sorriu e começou a comer vorazmente. Os dois repousaram durante mais alguns minutos até o pai de Jet se levantar e decidir ir de volta para casa. Como a sua intuição ditara, o pequeno Sableye continuara a segui-lo. Parece que a sua viagem afinal tinha dado frutos.

Chegou a casa com o Pokémon e surpreendeu o seu filho. Após lhe contar tudo, Jet encheu-se de felicidade e imediatamente abraçou o seu pai. Os seus parentes inscreveram Jet na academia de treinadores alguns dias depois.
Vários meses se passaram e Jet, apesar de contente com o seu Pokémon, era ridicularizado na escola. Porquê ele? Porquê todos os dias? O que havia ele feito de mal? Ele não sabia.

- Perdeu outra vez! És mesmo fraco, Jet! – Disse um dos colegas na academia. Ao seu lado tinha outro colega de Jet. Em frente, dois Pokémons: um Fletchinder e um Graveller.

- Não vale… eram dois contra um… – Jet encontrava-se ressentido. O seu Sableye estava bastante magoado e inconsciente. Ele tinha que tolerar isto todos os dias. Todos os dias via o seu Pokémon ser derrotado, ser sujeito a terríveis tratos sem poder fazer alguma coisa para impedir. Todos os dias era visto por olhos condescendentes, como se ele fosse inferior, como se o seu Pokémon fosse inferior. Enervava-o.

- Huh? Como se isso importasse. Nós temos dois Pokémons já na sua primeira evolução. O teu Sableye não consegue evoluir. Não importa se são dois contra um. Fraco!

Jet correu para casa mal acabaram as aulas. Abriu a porta com força e pronunciou-se.

- Paaiiii! Quero outro Pokémon!

- Huh? Porquê? Esse Sableye não chega?

- Não, chega. Eu adoro o Sableye… mas todos os dias lutam contra mim na escola. Se tivesse outro Pokémon, se calhar podia vir a ganhar…

Não podendo suportar a tristeza que o seu filho sentia, o pai de Jet tomou uma decisão.

- Então ouve. Este fim-de-semana, vamos à floresta de Santalune, está bem? Vamos encontrar-te outro Pokémon. – Falou, com um sorriso. O olhar triste de Jet encheu-se de felicidade e a pequena criança começou a celebrar.

Chegou o dia prometido. Os dois pegaram no essencial e viajaram até à floresta de Santalune para encontrarem outro Pokémon para Jet. Com o Sableye ao ombro do pai da criança, este tentava apanhar qualquer Pokémon que encontrava, mas tal como das suas outras tentativas, falhava sempre.

- Pai… – Falou Jet, após várias tentativas falhadas – Não achas melhor usares o Sableye para enfraqueceres o Pokémon adversário? Depois já o podias apanhar… – O que Jet dizia não era novidade nenhuma para o seu pai. Era o básico. Qualquer pessoa que queria ser treinador já sabia disso. Contudo, o seu pai nunca comandou o seu Pokémon a fazer alguma coisa. Não sabia como o fazer.

- Huh… muito bem… – Encontrou um Fletchling que passeava no mesmo caminho que eles – Sableye, Shadow Claw! – Comandou o pequeno Pokémon. Este atirou-se e atingiu o pássaro com fortes garras. Contudo, não lhe causou dano nenhum. Afinal, Fletchling era um Pokémon do tipo Normal. Um ataque fantasma não lhe iria causar dano. Depois disso, o Pokémon voador levantou voo.

- Falhei outra vez… – Suspirou o pai de Jet – Hm? – Sente algo a bater-lhe na testa. Olha para cima e nota o quão coberto de nuvens estava o céu. Concluiu que iria começar a chover daqui a pouco. O que o tornou certo disto foi o som do poderoso trovão que logo se seguiu que assustou Jet e o seu Pokémon.

A chuva veio do nada. Nem deu tempo para procurarem abrigo. Molharam-se todos completamente enquanto corriam pela floresta em procura de algo onde se podiam abrigar. Os poderosos trovões faziam desta tempestade algo fora do normal. O homem de quarenta anos encontrou uma pequena gruta onde se podiam esconder durante o resto da tempestade e assim o fizeram.


Conversaram durante algumas horas. Nomeadamente, Jet pedia desculpa por ser tão egoísta e pedir outro Pokémon.
- O teu pai nunca foi um bom treinador, sabes disso. Mas sempre me orgulhei em ter conseguido esse Sableye para ti. – O pai de Jet desabafa. Parece que também não tinha tido um passado nada fácil. Lembrava-se de como o seu desejo de se querer tornar um treinador de Pokémon e o seu desejo incontrolável de querer satisfazer todas as necessidades do seu filho surgiu da falta de atenção do seu próprio pai.

Enquanto ambos se riam das histórias que contavam e o pequeno Sableye contente ouvia, surgiu o momento que iria mudar para sempre a vida de Jet. Um poderoso relâmpago atinge a gruta onde repousavam. Esta tornou-se rapidamente instável e várias rochas começaram a cair do teto. Os três estavam na parte mais funda da gruta, onde achavam que se podiam abrigar ao máximo da chuva, por isso demoraria imenso para escaparem.

- O q-que se passa?! – Jet estava aterrorizado. Por onde olhava, a sua conclusão era a mesma, a gruta estava a ir abaixo.

- Não há tempo para falar, vamos, corre! – O seu pai sabia o que fazer. Estava bastante perplexo com o que acontecia também, mas conseguiu manter uma relativa calma e comandar o grupo. Contudo, enquanto corriam, uma grande rocha cai e esmaga o pé de Jet.

- AAAAAAHHHHHHHH! – Grita em dor a criança.

- JJEEEETTTT!! – O pai deste virou-se para trás mal ouviu o grito. Não havia tempo para pensar, os seus instintos tomaram conta do seu corpo. Correu em direção ao seu filho e retirou a rocha do seu pé. Todavia, o estado da gruta continuava a deteriorar-se ainda mais. Uma rocha, esta o triplo do tamanho daquele que deixou Jet aleijado, cai por cima do seu pai – SABLEYE, APANHA-O! – Fez o que pôde num momento de tal aflição. Atirou o seu filho para os braços do Sableye que o apanhou com segurança.

- PAAAAAAAAIIIIIIIIIIIII!! – Jet não estava com os olhos fechados para o que acontecia. Via em câmara lenta o que se sucedia. Era atirado e enquanto gritava o nome do seu pai, a grande rocha caía por cima deste e esmagava o seu corpo.

- S… Sableye, a minha última ordem como teu treinador... – O pequeno Pokémon nem necessitou de ouvir o resto. Agarrando Jet com a máxima força que tinha, para impedir que este se libertasse e fosse ver o estado do seu pai, Sableye corria o mais rápido possível em direção à saída – P-protege o meu…, fi… lho. – O pai de Jet respira uma última vez e liberta as suas últimas palavras para o Pokémon que já mais não o conseguia ouvir.

Saiu da gruta a correr, mas continuava sem parar. Porquê? Jet não sabia. Nem mesmo Sableye sabia. Só queria sair dali o mais rápido possível, queria sair daquele local de sofrimento. Apesar de não estar a libertar lágrimas como Jet, era óbvio que o seu estado de espírito estava desfeito. Jet continuava a chorar pela noite dentro. Até mesmo quando Sableye parou. Até mesmo quando Sableye o defendia dos Pokémons selvagens que viam Jet como alimento fácil… Jet continuava a chorar. O seu choro era abafado pelo barulho incessante dos trovões que pareciam não ter fim. A total extensão do seu sofrimento caía agora sobre ele na forma de uma nunca cessante tempestade.

Chapter 5

Spoiler:
- Ariados, Poison Jab!

- AERIAL ACE! – O rápido movimento que permitiu a Sableye desviar-se do Pokémon de Janine conferiu-lhe a oportunidade de vencer a batalha. Jet tinha vencido agora o ginásio de Fuchsia e ganho o crachá da Alma.
Tinha passado cerca de uma semana desde que Jet tinha começado a sua aventura Pokémon. Aproximava-se da cidade de Lavender, onde iria com certeza tentar vencer o seu quarto crachá do ginásio de Luta da cidade. Já tinha 3 crachás, o de Pallet, o de Fuchsia e o de Vermillion. Cada um mais difícil que o outro, mas juntamente com os seus Pokémons, conseguiu conquistá-los.


Lavender era uma cidade cemitério há pouco mais de dez anos mas foi gradualmente mudando desde que a Torre Pokémon tinha sido destruída e transformada na Torre de Rádio. Até se construiu lá um ginásio. O ginásio de Pokémons lutadores anteriormente lutava para o título oficial de ginásio de Saffron mas após anos de ridicularização, mudaram-se para Lavender e finalmente conseguiram o seu título.

Jet chegara. Tinha ouvido histórias de como Lavender tinha sido praticamente um cemitério para Pokémon anteriormente. Quem olhasse para Lavender actualmente não poderia dizer o mesmo. Contudo, a cidade tinha um ar diferente de todas as outras que tinha estado. Era esquisito, não conseguia explicar. Mas não sentia que a cidade fosse… normal.

Aproximava-se de um edifício simples. Leu a placa no exterior. Esta dizia “Cemitério de Lavender: Limpem o vosso espírito”. Parecia ser apto tanto a Pokémons como a pessoas. Entrou, não haveria mal nenhum. Virou as suas atenções para a única pessoa no edifício inteiro. Este vira-se e sai do edifício. Jet não teve muito tempo para memorizar a cara dele. Casaco e chapéu vermelho e branco, camisola preta, cabelo castanho.

Jet aproximou-se do altar. Respirou fundo e após alguns segundos de silêncio falou:

- … Olá, pai… Eu e a mãe temos andado bem. Mudamo-nos para Kanto… era suposto inscrever-me na academia de Viridian mas comecei a minha jornada Pokémon. Já capturei muitas espécies, já tenho muitos mais companheiros. Mas claro… o Sableye continua a ser o meu melhor amigo… – Algumas lágrimas formam-se nos seus olhos, a que Jet depois limpa-as com o casaco – … ah… g-ganhei já 3 crachás e v-vou tentar ganhar o meu quarto hoje… – Antes que desatasse a chorar de vez, parou – Isto é estúpido. – Limpou os olhos e saiu do edifício.

Dirigiu-se ao PokéMart da região para comprar alguns mantimentos para se preparar para o desafio ao ginásio. Ao entrar, encontra uma cara familiar.

- Oh… Green…!

- Jet? – Green aproximou-se do conhecido – Eu sabia que devias de estar bem. Ouvi as notícias do SS Silph nas notícias e fiquei preocupado, mas quando ouvi do Surge que venceste o seu ginásio, já me senti melhor.

- Ahah. O que estás aqui a fazer? – Sentiu-se um bocado contente de Green ter estado preocupado com ele, nem que seja por um bocado de tempo apenas.

- Eu vim ter com um conhecido meu, queria-lhe perguntar uma coisa. Podes vir se quiseres.

- Sim, está bem. – Jet esqueceu-se das compras que queria fazer. Também não eram muito importantes. De certeza que vencia o ginásio sem a ajuda destas.

Os dois passearam pela cidade de Lavender durante alguns minutos. Green falava-lhe da pessoa que ia visitar, para passar o tempo. Chegaram a uma casa humilde e Green bate à porta chamando o nome do que Jet pensa ser o dono da casa.

- Fuji! Fuji! Oi, velhote! – Enquanto batia na porta, esta abre-se lentamente demonstrando não estar trancada. Jet e Green olham um para o outro e decidem entrar enquanto Green continua a chamar pelo Fuji. Chegam à sala principal onde vêm Fuji no chão. Green corre imediatamente em seu socorro, tentando acordá-lo – FUJI! OI, FUJI! – Jet olha em seu redor e vê a casa do idoso completamente destruída. Range os dentes e cerra o punho.

Fuji responde aos chamamentos de Green ao abrir os olhos. Quando Jet vê isto corre na sua direção também.
- Green…?

- Fuji, estás bem?

Jet e Green deram tempo a Fuji para recuperar. Após meia hora ou perto disso, Fuji estava finalmente preparado para falar do que se tinha sucedido. A sua casa tinha sido invadida por homens em fato negro com um símbolo no peito. Revistaram a sua casa toda em busca de documentos e quando finalmente os encontraram, escaparam após deixarem Fuji inconsciente. Green fazia as perguntas enquanto Jet se mantinha calado e cerrava o punho. Ele sabia quem fez isso tudo, era a equipa Abyss. Era o Cyrus.

- É tudo, então? Obrigado Fuji. Nós vamos fazer tudo para travar a equipa Abyss. – Para a surpresa de Jet, Green também sabia de quem se tratava.

- … Green…

- Só mais uma pergunta Fuji, o que roubaram?

- … – Fuji olhou para baixo com um olhar preocupado em mente – Pesquisa… Documentos de pesquisa sobre Mew e Mewtwo. – Mew e Mewtwo. Esses nomes era desconhecidos para Jet. Mas Green parecia saber perfeitamente do que se estava a passar.

- Isso por acaso tem algo a ver com o facto do Mewtwo ter regressado à caverna de Cerulean?

- O quê?! Mas isso é impossível, o Red tinha o capturado.

- Eu sei. Mas há alguns anos atrás comecei a receber informação de que o Mewtwo tinha sido avistado dentro da caverna, sendo que esta voltou a ser um local pouco seguro para se visitar novamente.

- Hmm… a única explicação é que o Red libertou o Mewtwo… o poder de um Pokémon lendário é enorme para qualquer treinador, não importa a força deste. É possível que nem mesmo o Red tenha sido capaz de domar o Mewtwo por mais tempo.

Esta informação era bastante interessante para Jet, mas ele não se importava com isso de momento. O que ele tinha em mente eram os documentos que tinham sido roubados ao Fuji. Para a equipa Abyss ter vindo de propósito a Lavender, teriam que ser importantes.

- Hum, senhor Fuji?

- Hm? Sim, Jet? – Jet já se tinha introduzido anteriormente a Fuji quando entraram na casa e esperaram que este se recompusesse.

- É possível que haja mais que uma cópia dos documentos que roubaram?

- … – O olhar pensativo do velho regressou novamente – É possível. – A resposta alegrou logo Jet e causou curiosidade a Green – Mas estariam em mão do Blaine. O antigo líder de Cinnabar.

- Ótimo!

- Bom, Jet, vou ter que te pedir este favor. Precisamos dessa informação se quisermos travar os planos do Cyrus. – Ainda mais surpreendente, Green parecia saber o nome do líder da equipa. Jet estava bastante curioso de como o líder do ginásio sabia toda esta informação mas não iria perguntar agora – Vai a Cinnabar e pede os documentos ao Blaine. Eu tenho que tratar de outros assuntos por enquanto… E eu normalmente não diria isto, mas não saltes os ginásios. Vão-te ajudar a ganhar força. E vamos precisar disso.

Eles saíram da casa de Fuji, após limparem um bocado os danos que a Abyss causou. Green oferece um instrumento semelhante a um telemóvel que serve para comunicação entre os dois, caso uma emergência ocorra.

Chapter 6

Spoiler:
Seguindo o conselho do Green, Jet desafiou os ginásios de Lavender e Saffron. Eram os que ficavam no seu caminho a Cinnabar. Regressou a Fuchsia visto que era o melhor local para se dirigir a Cinnabar.

Cinnabar era antes uma ilha no meio do oceano com vários laboratórios de pesquisa presentes. Blaine era o líder do ginásio e também quem controlava a maior parte das investigações. Contudo, cerca de oito anos atrás, o vulcão da ilha consumiu tudo e grande parte dos laboratórios foram destruídos.

Jet atirou uma Pokébola para o oceano. Um feixe de luz forma-se e materializa um Kingdra. O pequeno Horsea que Jet tinha capturado já tinha crescido tanto em tão pouco tempo. Nas costas do seu Pokémon, com Sableye no seu ombro, navegaram pelo oceano em direção a Cinnabar.

Atualmente, Cinnabar era apenas uma ilha em ruínas, coberta de cinzas com um vulcão ativo que tinha roubado vidas a muitos. Chegaram. Kingdra regressou à sua bola enquanto Sableye mantinha-se no ombro de Jet.

A ilha era pequena e não havia qualquer habitação à vista. Se Jet queria encontrar Blaine, seria no topo do vulcão. E assim meteu essa ideia na sua cabeça. O vulcão parecia ter uma cadeia de escadas não muito estáveis até ao topo. Só ia a metade do caminho mas já sentia um calor tão grande como se tivesse a andar por cima do Sol. Chega ao topo e as suas suspeitas tornam-se realidade. Lá estava um homem de chapéu posto, sentado do outro lado da montanha, com as costas viradas para Jet. O rapaz foi-se aproximando.

- Blaine…?

- Linda, não é? – Jet demora um momento para apreciar a paisagem. O sol estava-se a pôr. Era magnífico. Mas não conseguia libertar um sorriso.

- É… – Respondeu vagamente.

- Eu vivi a minha vida toda a pensar que fazia o que queria, quando na verdade fazia o que os outros queriam. Familiares, colegas… perdi muitos a esse custo. – Blaine estava a desabafar com o desconhecido, com o rapaz que tinha salvo há uma semana atrás. O rapaz que agora era muito mais forte que antes – O que te preocupa?

- … – Jet demorou a responder. Não sabia como dizer. Decidiu que o melhor era a verdade – Vou precisar dos documentos sobre o Mew…

- Ah…. – Blaine suspira – E mais uma vez o meu passado volta-me a pregar uma visita. – Levanta-se lentamente e encara Jet. O rapaz fica sem palavras. Blaine tinha metade do seu corpo queimado e faltava-lhe um braço. Não sabia como tinha sido a sua vida, mas dava para se notar que foi muito difícil.

Ambos desceram as escadas que os levavam até ao fundo do vulcão, sem voltarem a pronunciarem-se novamente. Blaine leva Jet até a uma pequena habitação do outro lado do vulcão. Uma casa humilde e fora de vista, não seria fácil avistá-la a não ser que se tivesse à procura. Entraram. Jet deparou-se com o que parecia uma biblioteca. Montes de livros e documentos todos alinhados. Calculava que para salvar isto tudo da erupção oito anos atrás, foi assim que Blaine tinha conseguido os seus danos todos.

Jet teria que seleccionar a informação mais importante. Não poderia levar tudo aquilo. Começou a ler, então. Era bastante mesmo, algumas partes que pareciam cruciais saltavam-lhe sempre à atenção. Estas, ele apontava num pequeno caderno fornecido por Blaine.

- “5 de Julho, encontramos a ilha Miragem. A ilha Miragem que é dita apenas aparecer uma vez em cada cinco anos. Vestígios de um novo Pokémon anteriormente desconhecido foram encontrados dentro da selva. Fósseis, pinturas. Chamamos ao novo Pokémon de Mew”.

“Foi encontrada uma estranha rocha que emitia um tipo de energia desconhecido. Foi recolhida. Fotografias foram tiradas às pinturas de Mew. A nossa viagem à ilha Miragem termina por aqui”.

“6 de Fevereiro, fósseis do Mew foram utilizados para a clonação de um novo espécime. Ainda instável, baptizamos o clone de Mewtwo”.

“17 de Fevereiro, Mewtwo começa a estabilizar”.

“2 de Março, a estranha rocha descoberta na ilha Miragem começam a exibir um poder estranho sempre que em contacto com Mewtwo”.

“12 de Março, maior análise ao fóssil de Mew informa-nos que o Pokémon partilha ADN com todas as espécies descobertas até ao dia de hoje.”

“27 de Agosto, a rocha mostra ter um poder de alterar a composição física de Mewtwo”.

“1 de Setembro, Mewtwo é demasiado poderoso.
Não vale a pena…! Não consigo controlá-lo!”


Jet encontrava-se cada vez mais aterrorizado com o que lia. Decide telefonar a Green para lhe informar do que se passou. Os dois combinaram encontrarem-se em Cinnabar no dia seguinte. Por enquanto, Jet iria passar o resto da noite em casa de Blaine.

CHapter 7 mais à frente



Última edição por Drizzy em Sab Dez 27, 2014 12:55 am, editado 10 vez(es)


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2 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qua Dez 24, 2014 3:00 pm

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Primeiro capitulo agradável e já dá para notar ai um rival :yaoming:
Sableye? Nem transformação tem :gross:


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3 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qua Dez 24, 2014 5:31 pm

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Drizzy
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Baller escreveu:Primeiro capitulo agradável e já dá para notar ai um rival :yaoming:
Sableye? Nem transformação tem :gross:

Evolução* E tem um Mega.

E é suposto ser esse o objetivo, o mano não vai começar com polkas OP tipo Bagons ou o crl :gross:


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4 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 1:00 am

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Makaveli
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Como disse o Baller, primeiro capítulo agradável e de fácil leitura. Não há muito mais que possa dizer.


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[23:11:07] Black Bullet : eu tava a ver se te comia a torre
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5 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 3:52 am

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Drizzy
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Chaptah 2 postado


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6 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 4:53 pm

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Alex
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Preferia que continuasses o Crimson Chapter.


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7 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 5:05 pm

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Tencionava continuar mas o Male disse que suckava por isso meh


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8 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 9:09 pm

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Alex
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Se o Male te dissesse para saltar da Ponte 25 de Abril saltavas? :sir:


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9 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 9:27 pm

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Ya, Male is love, Male is life :sir:


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10 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 10:53 pm

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IamnotBaller
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Novo capitulo interessante :notbad:
Gostei das estrategias e da luta em si, acho que é isso que chama mais a atenção nas tuas fics :notbad:
Continua.


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11 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 11:01 pm

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Makaveli
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Eu estava à espera que fizesses uma cena diferente. Isto não tem sido muito diferente do Crimson Chapter.

E pls, um dos melhores treinadores do mundo polka a ser comido por uma estratégia tão básica.


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[23:11:07] Black Bullet : eu tava a ver se te comia a torre
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12 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Qui Dez 25, 2014 11:10 pm

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Drizzy
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Makaveli escreveu:Eu estava à espera que fizesses uma cena diferente. Isto não tem sido muito diferente do Crimson Chapter.

E pls, um dos melhores treinadores do mundo polka a ser comido por uma estratégia tão básica.

Dois capítulos e já esperavas o quê? Mortes em todo o lado? :yaoming:

Uma fic precisa tempo de se desenvolver, ir logo com tudo no início é má escrita.


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13 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 2:08 am

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Drizzy
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CHaptah sree postado


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14 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 5:18 pm

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IamnotBaller
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Isso soa-me um pouco à cena da Team Rocket quando eles destruíram o navio :yaoming:
Mas está bom, a escrita continua agradável e a história interessante. Força com a fic :sir:


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15 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 6:10 pm

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Drizzy
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Chapter 4 postado.

O próximo capítulo será um especial intitulado Chapter of Sableye & Jet. Como se havia de esperar, irá abordar a história de como o Sableye e Jet se conheceram e também o trágico passado de Jet a que a história já aludiu algumas vezes.

Tenciono fazer mais dois capítulos especiais no futuro também com 100% certeza. Chapter of Cyrus que deverá aparecer antes da batalha final com este e Chapter of Red que deverá ser dos últimos capítulos ou até mesmo o último da minha fic.

Poderei, mas não com certeza, fazer um Chapter of Mew, mas esse acho que vou explicar antes mesmo pela história. O objetivo destes capítulos especiais é explicar coisas que não posso fazer na história para não parecer forçado ou para não perder tempo com isso, e no caso do Mew, consigo explicar isso facilmente no contexto da história.

Enjoy chapter 4, nevertheless.


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16 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 7:25 pm

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Drizzy
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Capítulo especial postado.


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17 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 7:44 pm

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Makaveli
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:fuucry: Pq é que mataste a melhor personagem da fic? :alone: O pai dele volta como bad guy. Believe it.

Gostei dos últimos dois capítulos. Continua.




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[23:11:07] Black Bullet : eu tava a ver se te comia a torre
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18 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 8:51 pm

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Chaptah Fai postado


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19 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sex Dez 26, 2014 9:57 pm

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Chaptah sixxu postado

Este é pequeno


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20 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sab Dez 27, 2014 12:55 am

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Chapter 7

Spoiler:
- Esta rocha, Blaine, sabes onde está? – Perguntou Green, que já está a par da informação que Jet tinha recolhido. Tinha chegado há pouco tempo. Era ainda de manhã, mas não podiam perder tempo.

- Acho que o Fuji é que a tinha guardado.

- Tsk… Devem tê-la roubado também. – Green começa a ponderar.

- Contudo, criei uma artificialmente que se assemelha à outra. Essa tenho-a eu. – Blaine foi buscar a rocha e entrega-a a Green.

- Bem me pareceu, é uma Mega Stone. Toma Blaine, só precisava de a ver.

- Huh? – Jet parecia confuso.

- Uma mega stone. Recentemente foi descoberto um fenómeno que permite a Pokémons atingir uma evolução ainda maior: mega evolução. Olha. Aqui nos registos diz que a rocha que encontraram mudava a aparência do Mewtwo. Como é que ele ficava, Blaine?

- O seu corpo ficava consideravelmente menor. Ficava com um aspeto semelhante ao de Mew, aliás.

- E como ficava o Mewtwo quando interagia com a mega stone artificial?

- O seu corpo mudava ligeiramente mas mantinha a sua composição corporal quase intacta.

- Bem me parecia. A mega stone original que encontraram é óbvio que não iria pertencer ao Mewtwo, mas sim ao Mew. Apenas deu efeito com o Mewtwo porque os dois têm o mesmo ADN, mas acabaria por alterar por completo a composição do corpo do clone. Parece que a equipa Abyss tem um interesse qualquer no Mew e na potencial forma que pode obter quando entra em contacto com aquela rocha. Por isso é que precisavam do capitão e do SS Silph. Planeiam entrar na ilha Miragem. – Green parecia preocupado. Ele percebe o que querem fazer, mas faltava o porquê. Se queriam simplesmente poder, o Mewtwo era uma melhor opção. O Pokémon em si era mais poderoso, tinham acesso à mega stone e não necessitavam de tantas complicações para o encontrar, ele estava na caverna de Cerulean.

- É impressionante que tenhas conseguido concluir isso tudo assim. – Comenta Jet.

- Huh? Mesmo que seja esse o caso, estudei Pokémon com o meu avô durante 10 anos. Qualquer investigador faria o mesmo. Aposto que o Blaine e o Fuji tinham chegado a conclusões semelhantes no passado e o que estou a dizer não é novidade nenhuma. – Disse a verdade sem se glorificar no processo – Vamos precisar de uma forma de chegar à ilha Miragem também.

- Huh? Mas como…? – Jet estava genuinamente surpreendido.

- Blaine… – Face ao chamamento de Green, Blaine vira costas. Começa a pensar seriamente sobre o assunto – Sabes onde fica, não sabes?

- Eu prometi deixar o destino tomar o seu próprio curso sem a minha intervenção… Mas talvez seja melhor uma última alteração. Há uma lenda que o Mew se mostra apenas a pessoas de coração puro. Se fosse apenas por isso, podia estar descansado. Mas visto que eles têm aquela rocha, é quase garantido que serão capazes de capturá-lo. A minha ajuda vai ser necessária. – Com isso, Blaine vira-se novamente para os dois rapazes. Parecia sinalizar que os iria ajudar na sua viagem. Jet e Green não respondem, limitam-se a sorri suavemente.

Não haveria tempo para arranjarem um navio ou qualquer outro meio de transporte, a equipa Abyss quase de certeza que já estaria próxima. A conclusão mais lógica seria utilizarem os seus Pokémons.

Três Pokébolas foram atiradas da costa de Cinnabar em direção ao oceano. Materializam-se o Kingdra de Jet, o Blastoise de Green e o Moltres de Blaine no ar. Os treinadores montam os seus Pokémons e partem. Blaine segue adiante, comandando o grupo. Blastoise e Kingdra, com os seus respectivos treinadores nas costas, seguiam o pássaro flamejante.

Algumas horas depois, avistavam uma ilha na distância. Era enorme e parecia ser possuída por uma selva. Além disso, estava coberta pelo que parecia ser um denso nevoeiro e as ondas tornavam-se cada vez mais difíceis de controlar cada vez que os três se aproximavam. Mas conseguiram. O pássaro elegante de Blaine aterra na ilha, depois regressando à Pokébola deste.

Blastoise e Kingdra chegam pouco tempo depois e seguem o mesmo exemplo de Moltres, regressando às suas respectivas bolas. Tinham chegado à ilha Miragem. O nevoeiro era bastante denso e juntamente com a vegetação intensa, seria incrivelmente fácil perderem-se. Avistaram o SS Silph do outro lado da costa, teriam que se despachar.
Mantiveram-se os três juntos, mas começaram a correr.

- Blaine, sabes onde poderá estar o Mew?

- Em qualquer lado da ilha, mas a nossa probabilidade de o encontrar deve ser especialmente maior no centro! – Os três aceleraram o passo. O Sableye ao ombro de Jet parecia inquieto. Olhava constantemente para trás como se alguém os tivesse a seguir. Não era a primeira vez também. Já em Cinnabar mantinha-se inquieto. Na viagem até à ilha também.

Chegaram ao que parecia o centro. O local estava intocado pelo nevoeiro de forma estranha. Havia um monte enorme do lado oposto a onde estavam.

- É aqui o centro da ilha? Onde está o M- Antes que Jet pudesse terminar a sua frase, foi interrompido por uma esfera cor-de-rosa a pausar à sua frente. Parecia ser energia pura. Após alguns segundos com os olhos colados na estranha esfera, esta começa a emitir uma luz branca potente o suficiente quase para cegar. A esfera começou a transformar-se até materializar-se na forma de um Pokémon cor-de-rosa.

- Myuuuuuuuuuu….! – O Pokémon começa a voar aos ziguezagues em volta de Blaine enquanto analisava também Green e Jet.

- É este o Mew…? – A resposta era óbvia para Jet, mas o fator surpresa era tanto que não conseguiu impedir as suas palavras de lhe escaparam da boca.

- É sim, obrigado por me trazerem até ele. – Uma voz sinistra chama as atenções para as costas dos três. Era Cyrus. Estava sozinho aparentemente, mas com uma rocha na mão. Deveria ser a mega stone que tinha sido documentada no diário do Fuji.

- Não me volto a repetir. Entreguem o Mew. Preciso dele.

- Qual é o teu objetivo, Cyrus? – Perguntou Green, enquanto retirava e agarrava firmemente na Pokébola do seu Blastoise.

- O meu? A destruição por completo do universo. – As suas palavras deixam os três chocados. Isso era absurdo. Cyrus continuou – E a reconstrução de um novo sendo eu o seu Deus. É esse o meu objetivo.

- I-Isso é maluco…. – Interrompeu Jet, abatido.

- Maluco…? Não sejas patético. Quantas vezes é que já desejaste apagar o passado? Ou quantas vezes já desejaste mudá-lo? Quantas vezes é que alguém já desejou começar tudo de novo? Eu estou a dar essa oportunidade ao universo. O universo que me traiu, o universo que me ridicularizou. Eu vou criar um novo à minha imagem.

Jet não interrompeu desta vez. Apesar de estar firmemente contra Cyrus, tinha que admitir que alguns dos seus argumentos faziam sentido, apesar de admitir isso lhe causar uma profunda dor.

- O Mew, agora.

- Desculpa lá Cyrus, mas – Green atira a bola do seu Blastoise ao ar – Não posso permitir isso.

- Assim seja. Se a humilhação vai ser necessária para cederem. – Cyrus atira uma Pokébola para o ar, materializando depois um Weavile.

- Não quero entreter o teu circo durante muito mais tempo Cyrus, por isso se não te importas, vou acabar com isto cedo. – Um colar ao seu pescoço começa a brilhar. Green levanta a mão e grita do topo dos seus pulmões – BLASTOISE, MEGA EVOLUI!


Uma luz envolve o colar de Green juntamente com o seu Pokémon. Um casulo roxo toma posse do corpo de Blastoise e um segundo depois, o Pokémon emerge com uma aparência completamente diferente. Jet, Blaine, Mew, estavam todos surpreendidos, incluindo Cyrus, embora numa escala mais pequena.

- Impressionante. Mas não será uma transformação temporária que me irá travar, Weavile, Quick Attack! – O Pokémon de Cyrus não perdeu tempo. Começou a deslocar-se em ziguezague na direção do Mega Pokémon e atingiu-o com grande força no peito com as suas garras. Blastoise tenta apanhar o Pokémon com as suas mãos, mas Weavile fora demasiado rápido.

- Segue com Night Slash!

- Blastoise, mantém a distância! HYDRO PUMP! – O Pokémon dispara um enorme jato de água do seu canhão em direção ao Pokémon de Cyrus. Contudo, devido à velocidade deste, ele consegue desviar-se e avança na direção de Blastoise ainda com mais força para o atingir novamente. No entanto, a criatura azul não seria apanhado novamente. No momento que Weavile se aproximou, Blastoise juntou as suas mãos à frente do corpo e disparou um Hydro Pump destas, disparando o Weavile para trás. O Pokémon de Cyrus bateu contra uma rocha a uma velocidade enorme.

- Kgghhh…! Weavile, levanta-te! – O Pokémon fez como mandado – Ataca com Ice Shard!

- Bloqueia com Rapid Spin e depois Earthquake! – Green comanda o seu Pokémon e este obedece. Quando os ataques de gelo de Weavile se aproximavam, Blastoise entrou dentro da sua carapaça e rodopiou no meio do ar, bloqueando facilmente os ataques. De seguida, ao retomar à sua forma original, fez o propósito de fazer força extra quando caia no solo para provocar um pequeno tremor de terra na região – Enquanto ele está distraído, SKULL BASH!! – Weavile via-se com dificuldades para não cair face ao poderoso tremor de terra provocado pelo Pokémon de Green. Como tal, não prestou atenção à batalha e mal olha para a frente, sente uma poderosa cabeçada no peito, expelindo uma grande quantidade de sangue pela boca. O Pokémon é lançado para longe, sendo deixado inconsciente.

- Pft. Weavile, regressa. – Cyrus mostrava-se enervado com a situação. Tinha subestimado o poder de uma mega evolução. Havia apenas uma solução – Houndoom, Honchkrow, terminem com isto. – O líder da equipa Abyss lança dois Pokémons. Isto enervou imediatamente Jet, mas ele já sabia que Cyrus não iria cumprir as regras, porque iria? Parece que Green não tinha trazido mais nenhum Pokémon com ele para contra-atacar.

- Flamethrower! Sucker Punch! – Os dois Pokémons de Cyrus atacavam Blastoise sem misericórdia. Era difícil combater dois ao mesmo tempo. Era rara a ocasião quando Blastoise se defendia dos ataques ou quando conseguia atingir o adversário.

- RGHHHH!! SABLEYE, POWER GEM!! – O seu Pokémon saltou do ombro e entrou no campo de batalha mas foi imediatamente derrotado com um Flamethrower do Houndoom de Cyrus. Apesar de Sableye se ter tornado muito mais forte desde que os dois lutaram da última vez, parece que não se tinha tornado forte o suficiente. A este ritmo, Jet era inútil para Green.

Não demorou muito até o Blastoise de Green ser derrotado. Conseguiu ainda derrotar o Honchkrow adversário, felizmente, e causar grandes danos a Houndoom, mas mesmo assim tinha perdido. Houndoom não era oponente que os restantes Pokémons de Jet ou Blaine conseguissem combater, mesmo que tivessem a vantagem em tipos, a diferença em poder era muito grande.

- Agora… O Mew. – Cyrus aproximava-se dos três mas, inesperadamente, um raio de energia atingiu Houndoom em cheio e deixou-o logo inconsciente sem forma de resposta. Tinha sido um Hyper Beam. As atenções foram viradas logo para o sítio onde o raio tinha vindo.

- E-Ele…. – Jet reconhecia-o. Tinha-o visto uma vez em Lavender e parecia que todos os outros no campo reconheciam-no também, menos Cyrus. Sableye encolheu-se. Parecia que era ele que tinha sentido anteriormente. Um treinador encontrava-se no topo do planalto no centro da ilha. Vestia um casaco vermelho e branco e um boné das mesmas cores. Atrás dele, um Lapras. Green, instável, perplexo, foi o primeiro a pronunciar-se.

- … R-Red.


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21 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Sab Dez 27, 2014 3:13 pm

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IamnotBaller
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Li o capitulo 5 e está a ficar interessante :notbad:
Gosto como descreves todas as situações e isso tudo. Continua.


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22 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Dom Dez 28, 2014 1:25 am

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IamnotBaller
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Aparição de Red e visual do Blaine :SNO:
Estou a gostar da fic e do rumo que esta está a ter.


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23 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Dom Dez 28, 2014 2:05 am

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Drizzy
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Chapter 8. A seguir: Chapter of Cyrus!

Spoiler:
O antigo campeão desaparecido há dez anos revelara-se agora em frente de todos. Olhava incessantemente para Mew mas após alguns segundos desvia o olhar e vira costas. Green perdeu a razão. Retorna Blastoise à sua bola e desata a correr em direção ao planalto onde estava Red.

- REEEEEEDDDDD!! RREEEEEEEEEEEDDDD!! – É claro que as suas emoções se apoderavam da sua cabeça. Sentia felicidade, surpresa e raiva, tudo ao mesmo tempo e não sabia qual era a melhor maneira de as expressar. Mal escalou o pequeno planalto, Red tinha desaparecido.

Cyrus aproveitara o facto de todos estarem com as suas atenções desviadas para escapar. Não tinha mais nenhum Pokémon disponível, ao contrário de Jet e Blaine, por isso esta situação não lhe seria favorável. Desapareceu sem deixar traço e já era tarde demais quando Blaine e Jet se apercebem.

- (Qual é a ideia dele? Desaparece durante anos e aparece agora assim do nada?... E depois volta a desaparecer?... O que é que te deu, Red?) – Green pondera mas depois de observar que Cyrus tinha desaparecido, regressa para o solo.

Jet queria perguntar sobre Red, mas sabia que isso não era o assunto mais importante para agora. Tinha que perguntar porque é que o Cyrus desistiu tão facilmente do seu objetivo.

- Ele não desistiu do seu objetivo. – Explica Green – A mega stone. Ele continua a tê-la.

- Sim, mas o que é que ele pode fazer com ela sem o Mew?

- Hm… – Green pondera fortemente até que se lembra de uns documentos que tinha lido quando visitava Sinnoh – … “No início não havia nada. O Original surgiu de um ovo, depois deu forma ao mundo”.

- Hm? – Como o costume, Jet encontrava-se surpreendido.

- “A destruição por completo do universo. E a reconstrução de um novo sendo eu o seu Deus.” – Green cita as palavras de Cyrus quando iniciaram a sua batalha – É claro. Ele não tem como objetivo capturar o Mew. Ele tem como objetivo capturar o Arceus… Não é bom, nada bom. Mas como? Só se for com a mega stone do Mew. Mas que propriedades teria ele que o permitiam invocar o Arceus? – Green ponderava as opções que Cyrus tinha. Percebia o seu plano, mas não percebia como o efectuar. Jet estava perdido.

- Não te preocupes com isto Jet. – Interrompeu Blaine – Quando eu e o Green formarmos um plano, vamos-te avisar. Por agora concentra-te em conseguires os dois crachás que te restam. Vamos precisar que te tornes mais forte se quisermos vencer o Cyrus. – Jet acena com a cabeça.

O rapaz conseguiu vencer Misty no futuro, adquirindo o seu sétimo crachá. Quando chegara a Viridian para tentar vencer o seu oitavo ginásio, deparara-se com um ginásio fechado. Enervara-se, e espetara com um soco na porta. Acalmando-se, regressara a casa, onde após passar uma grande quantidade de tempo com a sua mãe, à noite telefona a Green para o informar do que se tinha sucedido.

- Hm, então está fechado de vez?

- Parece que sim. Então achas que ele aceitou a oferta e tornou-se num membro da Elite 4?

- Possivelmente… isto não é bom… Jet!

- Hm?

- Ouve-me bem. O Cyrus é o campeão da Liga. Lembras-te de quando nos conhecemos pela primeira vez e eu tinha acabado de vir de lá? Ele tinha-me feito uma proposta, para me juntar a ele. Obviamente recusei, mas na altura não sabia dos seus verdadeiros planos para o poder impedir. Parece que ele anda a reunir membros poderosos, e o Tyson é um deles. Não sei o que é que isto tem a ver com o seu plano de invocar o Arceus, mas pode ser apenas um mecanismo para parar qualquer tipo de oposição.

- Então o que devemos fazer?

- O ginásio de Pewter deve ter reaberto. Lembro-me que quando fazia parte da Liga, tinha-se combinado que se algum ginásio fechasse o de Pewter poderia reabrir. Ganha o crachá e depois estarás finalmente pronto para travar o Cyrus. Em dois dias vamos invadir a Liga e travá-lo, não há tempo a perder.

Jet ouviu calmamente o que Green tinha a dizer. Achava que era inútil vencer o ginásio de Pewter, mas fazia sentido que tinha que ganhar poder antes de poder enfrentar o Cyrus. O seu Sableye tinha sido derrotado com apenas um ataque e caso não se tornasse mais forte, o mesmo voltaria a suceder. Dormiu em sua casa e no próximo dia dirigiu-se a Pewter, vencendo este ginásio.

No dia a seguir, reuniu-se com Green no exterior da Liga. Este trazia consigo Blaine e mais outro indivíduo. Este possuía uma capa e cabelo vermelho. Green explicara-lhe que era um dos antigos campeões. Explicava também que, para aumentarem as suas chances de vitória, cada um teria que vencer um membro. Assim o fizeram. Entraram e tomara a liga por surpresa. Blaine ficou com o primeiro adversário, Lance com o segundo e finalmente Green com o terceiro.

- Depois vem-me ajudar. – Disse Jet. Green apenas acenou e fez um gesto, sinalizando a este para não se preocupar. Jet seguiu em frente, em direção à última sala. É parado por Tyson, não muito para a sua surpresa.
Jet e Sableye encaram o seu adversário. Este, pronuncia-se após uns segundos de silêncio:

- Oh…? Ah, eu lembro-me de ti, tu és- Mas antes que pudesse terminar, foi interrompido.

- Oito.

- Quê?

- Oito crachás. Eu tenho oito crachás. E não tenho tempo para ti.

- Hmph, irás pagar por essa insolência. – Tyson atira uma bola para o meio do ar. De lá sai um majestoso Pokémon com aparência de enguia, um Milotic. Jet não precisou de falar, acenou para o seu Pokémon cujas garras ficaram envolvidas com uma energia negra. O ataque atingiu Milotic em cheio na cara, projectando-o contra a parede da sala, deixando-o completamente inconsciente. Tyson estava bastante surpreendido. Mas Jet tinha treinado imenso antes de ter chegado ao local. Comparado a Cyrus. Comparado a Green. Tyson era apenas uma gota de água no oceano.

- Sai-me da frente. – Ordenou com um olhar imponente enquanto Tyson mandava regressar o seu Pokémon. Jet tomou isso como uma vitória. Estava orgulhoso. Era assim que todos se sentiam quando o ridicularizavam no passado? Mas não tinha tempo para pensar nisso. A última sala restava. À sua frente, estava o último desafio que teria que ultrapassar na sua viagem como treinador de Pokémon.

As gigantescas portas de metal abrem-se. Jet continua sempre com um olhar sério pelo largo corredor e chega à última “sala”. Era ao ar livre. Um campo verde com umas escadas que levavam a uma superfície suspensa de uma montanha, com um enorme cadeirão onde repousava Cyrus.

- Oh? Então vais-te intrometer nos meus planos mais uma vez, miúdo? – Cyrus é o primeiro que se pronuncia.

- Claro! – Jet estava furioso. Não por algo que Cyrus tenha dito no momento, mas por todas as acções deste no passado – Não posso permitir que continues a causar este sofrimento a toda a gente.

- Sofrimento…? - Nota-se um traço de raiva na expressão do vilão. Este levanta-se e encara o rapaz – O que é para ti “sofrimento”? Diz-me. Já tentaste endoidecer apenas para seres travado pela tua própria ambição? Já sofreste durante duas eternidades apenas para descobrir que nem um minuto tinha passado? Foste tu um brinquedo… um rato de laboratório para a representação pura do mal? Não sejas idiota! – As palavras de Jet enervavam-no – Cada vez que me enfrentaste, não soubeste dizer mais nada a não ser falsas ideologias que ninguém pode cumprir. Queres impedir o sofrimento? Impedes-me a mim e o que impede outro de causar o mesmo degrau ou ainda maior de sofrimento às mesmas pessoas que estás a tentar poupar? Não consegues ver? Eu estou a apresentar uma solução! Este mundo está podre até ao fim, um novo é necessário. – Expirou e fechou os olhos. Sabia que os seus ideais não seriam transmitidos para o rapaz. Abriu-os com um olhar cheio de garra e falou, regressando ao mesmo olhar sem emoção do costume:

- Vem. Vou destruir essas tuas falsas ideologias com esta batalha e depois poderás ver a criação de um novo universo.


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24 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Dom Dez 28, 2014 2:14 am

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IamnotBaller
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Ultimas palavras do Cyrus :shit:


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25 Re: [Fan-Fic] Pocket "Monsters"? em Dom Dez 28, 2014 11:36 pm

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Drizzy
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Chapter of Cyrus:

Spoiler:

Quem sou…?

Onde estou…?

Ah, o mundo distorcido. A dimensão onde nada segue as regras estabelecidas no nosso universo. Como é que aqui cheguei...? Aaahh… Os meus ideias trouxeram-me até ao meu fim.

Estou aqui há quanto tempo…? Um mês? Um ano? Não sei. Já perdi a conta. Este inferno não tem um ciclo de dia e noite. Todos os dias, aquela coisa… espia-me… observa-me… estuda-me. Era o meu plano original verdadeiramente invocar o poder daquele monstro…? A minha mente já retrocedeu a tal ponto que não consigo perceber os pensamentos da minha pessoa no passado.

Porque é que a minha vida se limitava sempre a uma infeliz procura de felicidade? Porque é que procurei destruir o mundo…? Ah…. não sei. Já desisti de tais futilidades.

Onde estou…?

Este não é o mesmo mundo que me tinha tornado o seu prisioneiro. Estou no espaço…? O cosmos. O que sempre desejara, está à minha frente agora mesmo. Huh? Um planeta surgiu-me à frente dos olhos assim do nada… Fui eu...? Uma estrela, agora. Sou eu quem está a executar estas precisas funções?

Não... o que poderia um humano impotente alcançar? Logo aprendi que eram apenas as memórias de Giratina. O monstro aparentava ter-se aborrecido e ter-me apresentado às suas memórias mais antigas. Pela primeira vez desde que tinha sido preso naquele inferno, agradecia ao diabo pela sua compaixão. Isto era magnífico. Era finalmente a realização dos meus sonhos. Podia fazer tudo que queria… Não era real, mas era o suficiente para fazer com que a minha terrível e supérflua vida tivesse sentido. Mas… era muito bom para ser a realidade.

Quem sou eu…? Um simples humano… porque estou eu a ser julgado pelo Original… por Deus? Porque estou a ser levado para este mundo distorcido, este inferno, outra vez? Não! Tira-me daqui, eu não quero estar aqui…! NÃO… !

Abri os olhos. O sonho tornara-se num pesadelo. Eu não estava no cosmos. Tinha regressado exactamente a onde tinha passado o maior sofrimento da minha vida, àquele mundo a que ninguém deveria ter a infelicidade de lá viver. Eu não era um deus. Eu não tinha poder nenhum. Porque é que só eu estou a ser subjugado a este tratamento quando todos os humanos são iguais a mim? Que mal fiz eu…? Sim… absolutamente nenhum…

O monstro obrigou-me a reviver o seu terrível passado vez atrás de vez. Uma eternidade de sofrimento no mundo distorcido era vivida em segundos apenas. E depois… voltava a repetir. Qual era o seu propósito…? Tentava ele conquistar a minha confiança…? Ou era apenas um jogo que estava a fazer comigo? Era eu apenas uma marioneta neste doentio jogo de tabuleiro?! Porquê?! Porque não podia simplesmente esperar pelo meu fim em paz…?

Sim… estava a ser controlado mais uma vez… O meu papel no mundo tinha sido reduzido a marioneta como no passado. Porquê? Que mal fiz a Deus para um destino tão trágico ser traçado antes do meu próprio nascimento? De repente os meus pensamentos prévios, os meus objectivos originais regressavam à minha pessoa. Este universo é injusto, ele é sujo e precisa de ser limpo.

Onde estou…?

Uma brisa suave passa-me pelo cabelo e uns raios amarelos batem-me nos olhos. Parecia estar numa praia de algum tipo. Era mais outra memória? Seria mais outro jogo que o monstro me estaria a obrigar jogar para ganhar um bocado de motivo para viver, apenas para mais tarde ser completamente destroçado novamente?!... Não… parece real… esta sensação era diferente das demais… Sim, é real. Regressei ao mundo original… mas a que custo?

Quem sou eu…?

É isso… Não serei reduzido a mais um grão de areia nesta praia para toda a eternidade.

O meu nome é Cyrus, Deus do Universo.


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